Mitsy Queiroz

Nas palavras de Mitsy Queiroz, “fotografar é tão morte quanto imortalidade, corte na carne, cicatriz e luz”. Na sua obra, o corpo é território de disputas, o tempo é substância para transformações. Os processos fotográficos de base química, a experimentação, a espera, as reações, tudo é matéria para a poética política que faz.

Entre os artistas que habitam a nossa Cartografia, Mitsy faz da fotografia, ela mesmo, corpo. Manchas, ranhuras, faltas, sal! Fotografias esculturas. Fotografia na beira-mar. Elas são corpo. E o tempo encarnado sincronicamente como ruína e devir. Ele e sua fotografia, corpos sensíveis porque imprimem luz, morte e imortalidade. Sensíveis também porque imprimem corte na carne e cicatriz.

Sobre a artista

Artista visual, pesquisador Mestre em Artes Visuais e pedagogo, interessado no corpo a corpo com a fotografia e no mergulho em epistemologias e ontologias que se agitam à beira mar. Dessa maneira, reflete em sua dissertação de mestrado o atravessamento do tempo em programações fotográficas que encarnam a experiência do corpo transgênero no mundo.

Suas participações mais recentes são no programa Atos Modernos de comissionamento de obra pela Coleção Ivani e Jorge Yunes com a Pinacoteca de São Paulo, com a pesquisa “As Ilhas Alagadas do Pina” [2022] e no Solar dos Abacaxis com a obra comissionada “O relógio que trabalhava dentro d’água” [2022] para coletiva Raio a Raio exposta no MAM-Rio, posteriormente no MAMAM-Recife e Galeria Arte Plural.